Fiz referência a este número 2160, por ser a altitude da nascente do Rio Douro, este rio que se estende de Espanha a Portugal, dividindo em 2 distintas margens o Douro Superior, o Cima Corgo e o Baixo Corgo, de onde são selecionadas as uvas para fazer este vinho. Todas as uvas vêm de altitude e todo o Douro tem como Mãe a Serra de Urbión. Quis demonstrar a versatilidade da fruta e frescura da altitude, onde a acidez se torna a espinha dorsal destes vinhos. Assente em tons primários da fruta e em secundários da fermentação e contacto com as películas por 4 dias, mas acima de tudo pôr as mãos nesta magnífica região que é o Douro.
Vinho
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Cor amarelo limão. Aroma muito intenso e poderoso, muito fresco, dominado pela mineralidade tão característica do Viosinho, em equilíbrio com notas de frutos de polpa branca - como pêra e ameixa - e madeira muito bem integrada e de grande qualidade. Extraordinariamente elegante, com muito volume, fresco e muito bem equilibrado. Retrogosto excepcionalmente longo com notas florais e frutadas.
Fernão Pires, feito para lembrar os antigos vinhos de lavrador, mais rústicos (apelidados de Fernão Pirão), aqui com forte componente de pedra raspada, sílex, fruta cristalizada. Na boca tem óptimo equilíbrio e frescura, com acidez cítrica a dar crocância e estrutura. É muito interessante e fica na boca. Um “Fernão Pirão” em bom!
Cor amarelo cítrico. Aroma de grande intensidade dominado pela toranja e notas minerais. Na boca revela estrutura, mas surpreende pela elevada frescura e acidez. Retrogosto longo e persistente.