O espírito Duckman não é fácil de definir; é uma mistura da herança dos nossos antepassados com um espírito intergeracional de olhar para o mundo em geral e para o vinho em particular. Além disso, foi definido como um Projeto de Vinhos Artesanais que visa suscitar questões sobre os costumes e tendências associados ao mundo… e também ao vinho.
Vinho
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Este vinho branco da Bairrada é complexo e elegante, tem notas de aveia, baunilha e cereal tostado. Estagiou 12 meses em barricas de Carvalho Francês e 6 meses de estágio após engarrafamento. Acompanha bem charcutaria, carnes e peixes assados e queijos de estrutura média.
No início do século XIX, nascia uma das mais interessantes páginas do Vinho Português, com o lançamento de um vinho que viria a tornar-se um ícone, alvo de cobiça, mas que sempre foi mantido, por vontade própria, fora das luzes da ribalta.
O seu criador, Alexandre de Almeida, importou o conceito de aliar a hotelaria de luxo a uma adega e a um vinho próprio, criando desta forma, os raríssimos e históricos vinhos Buçaco, produzidos no belo Palácio do Bussaco, nas serras a norte de Coimbra.
Estes são vinhos que não adotaram modernismos e que invocam um enorme potencial de guarda, podendo manter-se na garrafa por décadas.
O estágio de dois anos em carvalho francês (50% barricas novas), seguido de um repouso prolongado em garrafa, confere a este vinho a elegância e o equilíbrio necessários para ser apreciado ao longo de muitos anos.
A paisagem da Beira Interior é dramática e despovoada, o clima exigente, os solos graníticos e as altitudes elevadas. As vinhas convivem com lameiros, olivais e matas diversas, a uma altitude superior a 650 metros, em solos graníticos, com exposição solar de nascente e sudeste, com elevadas amplitudes térmicas entre o dia e a noite. As maturações são tradicionalmente longas. Um Terroir único, que confere qualidades distintivas aos vinhos Casas Altas. É nele que nasce o Vinho Tinto Casas Rufete.
“Quando crio os meus vinhos procuro a pureza das origens, sem maquilhagem. Busco a verdadeira expressão da terra e das uvas. No completo respeito pela viticultura, pelas uvas, pela natureza e elaborando os vinhos com um mínimo de intervenção.” – José Madeira Afonso
Cor violeta muito intensa, nariz com notas minerais e de fruta fresca (groselha, amoras e cerejas), flor de laranjeira, notas balsâmicas e fumados. Na boca é fresco, com taninos sedosos mas desafiantes.
O 70/30 Reserva Tinto 2022 é um vinho da região da Beira Interior, produzido pelo projeto Martin Boutique Wines do escanção Pedro Martin. O nome reflete a sua origem geográfica e conceito: 70% das uvas provêm de Pinhel (vinhas de altitude em solos graníticos que trazem frescura) e 30% vêm da Cova da Beira/Fundão (zona mais quente que traz maturação e notas de cereja).
Cor alaranjada, aroma marcante a flor de larangeira devido a maceração pelicular. Na boca, surpreendente pela sua invulgar combinação entre estrutura acidez e salinidade.
Este vinho é produzido a partir da casta Malvasia, casta típica da região e que permite ostentar a designação D.O.C. Colares. A vinha tem a particularidade de estar instalada em solos tradicionalmente designados "chão de areia". O clima é muito específico devido à proximidade do mar e da serra de Sintra. O vinho exprime toda essa especificidade climática e pedológica da região.
Os vinhos de Colares são um paradoxo sem igual em Portugal. Desde a vinha, que não sofreu com a Filoxera devido a estar plantadas em solos arenosos, à qualidade distinta que estes vinhos albergam.
As características únicas do vinho de Colares devem-se às suas castas, solo e clima temperado e húmido no Verão e, ainda, ao facto de 80% da vinha estar instalada em solos arenosos, respeitando a prática tradicional de viticultura.
O vinho de Colares só atinge a sua máxima qualidade passados vários anos, embora o estágio mínimo seja de 18 meses. Dado a este fator, a comercialização é muito limitada.
Média cor, aroma complexo, marcado pelas notas balsâmicas. Na boca surpreendente pela sua frescura salinas que conjugam com forte tanino oferecendo ao vinho alguma persistência.
Notas de ervas aromáticas secas, tomilho limão, alecrim, flores do campo. Intenso, exuberante, cheio de garra e personalidade.
Excelentes notas de evolução no nariz, sugestões de mel, pêra e maçã cozidas. Acidez espectacular, resulta muito elegante, com muito nervo, um branco persistente e resistente, que seduz pela envolvência, equilíbrio, e a imensa classe. Excelente exemplar do potencial do Dão para gerar brancos longevos.
O Pedra Cancela Intemporal Branco 2015 é um vinho que honra o nome — feito para mostrar o carácter duradouro e a capacidade de envelhecimento dos brancos do Dão.
Este vinho foi destacado pela revista Grandes Escolhas com 18.5 pontos, entrando no Top 30 dos melhores vinhos da publicação em 2023. É uma edição limitada que mostra como o Dão pode produzir brancos com profundidade e longevidade.
Um vinho único desde a sua criação, M.O.B. representa as inicias de Moreira, Olazabal, Borges, uma joint-venture dos produtores de vinho Jorge Moreira (Poeira), Francisco Olazabal (Quinta do Vale Meão) e Jorge Serôdio Borges (Wine & Soul).